terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma saida há noite.... (parte 2)

Depois do casino lá fomos nós para uma disco... e o que me irrita sempre, é chegar a uma discoteca e o “rapazinho”ou segurança olhar para um gajo…e ficar com aquela cara de que todos entraram e ninguém pagou… à espera que sejamos nós a dizer alguma coisa! Se nós estamos ali..na porta da discoteca…o que será que nós queremos? Porque é que temos sempre de dizer “é para entrar!!!”
Depois se não bastasse começa o jogo da avaliação…tipo comprador de cavalos para a tourada! Se formos acompanhadas por uma gaja boa com um grande decote ai não haverá problemas mas se for com uma gaja que não preencha os requisitos ai é muito provável que ele nos dê um cartão de consumo mais elevado. E depois de passarmos todos os testes… quando entramos, com o que nos deparamos? Três gajas que andam no ginásio com o “rapazinho” e que não têm dinheiro nem para um copo de agua. Uns tantos gajos de fato que vêm da despedida de solteiro de um amigo e que estão a juntar os últimos euros para o table dance no Passerelle! e uns tantos jovens que aceitaram gastar a mesada inteira para passar duas ou três horas a tentar engatar as 3 vacas do ginásio!
Depois hoje em dia entre as miúdas há tipo uma disputa para ver quem é que traz o decote maior. Que sinceramente para mim até acho saudável e aplaudível. Segundo eu ouvi, se um gajo olhar durante 10 minutos por dia para umas belas mamocas equivale a 30 minutos de aeróbica… se realmente isto for verdade estas miúdas estão a fazer um bem á comunidade, tipo espécie de voluntariado, o que me levou a pensar e a sugerir ao Instituto Português de Cardiologia novas técnicas de rastreio. Em vez da habitual medição da tensão arterial, diabetes e colesterol… será que não seria muito mais simples e vantajoso colocar stands com um varão e uma bela menina com as mamocas amostra? De certeza que a esperança media de vida iria aumentar significativamente… qualquer das formas, fica a sugestão.
Bom depois lá fomos nós beber uns copos e todos sabemos que quando vamos sair com amigos que são solteiros, a conversa acaba sempre assim… ainda sem termos bebido nada… “Aquela Gaja é mesmo horrível, porra!” Já com alguma alegria… “Aquela gaja se não fosse um pouco gorda até era jeitosinha.” Já bêbados… “Aquela gaja é mesmo gira, bolas!” Completamente Bêbados: “Olha, achas que tenho hipóteses com aquela gaja??”
Mais tarde decidimos ir dançar um pouco para a pista, e como é óbvio, primeiro tentamos achar sempre aquele grupo de raparigas bonitas e solteiras e que ao mesmo tempo aparentem ser moças de bem ou “certinhas” como eu gosto de chamar, demos duas a três voltas, mas sem sucesso, passado um tempo voltei a insistir e dei outra volta porque um amigo meu disse-me que sempre que vai a uma disco encontra sempre esse tal grupo de raparigas, então decidi voltar arriscar, mas mais uma vez sem sucesso. Também é verdade que ele só as encontra depois de fumar uns tantos cigarros de enrolar e depois de uns 10 shots. Sinceramente não sei se isso tem influencia, mas como ele é meu amigo acredito nele. Por fim acabamos por ir dançar para ao pé das bailarinas da disco, ao menos ali sinto-me bem porque não é todos os dias que se consegue concretizar um sonho de adolescência, ou seja ter 2 gajas boas de mini-saia com aqueles decotes a dançar durante horas só para nós.
E depois lá fomos embora todos alegres e a cantarolar uma musica do José Cid que no fundo é quando as letras da musica dele começam a fazer algum sentido, ou seja já bêbados e com uma grande soneira.

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